28 Dezembro 2007

Da competição para a colaboração

A educação das crianças, jovens e adultos há muito tem como base a competição. Competição pela sobrevivência em um mercado de trabalho cada vez mais "competitivo".



A competição tem como lado bom estimular o desenvolvimento humano. Foi esse o papel que ela teve até esse ponto da estória humana. Penso entretando que daqui em diante ela será cada vez menos necessária e positiva para a vida na terra.



A diplomacia, os acordos de cooperação, a colaboração expontânea ou acordada entre povos e pessoas emergirá como uma nova roupagem e construirá o futuro das relações sociais e econômicas.



Se a competição foi por muito tempo sinônimo de "sobrevivência", isso cada vez é menos verdade. Compertir tem causado a morte e a destruição de nosso planeta, de pessoas, de espécies, de micro e macro-ambientes aonde a vida se dizima e se torna impossível.



Alguns caminhos:

- pensamento coletivo, decisões compartilhadas entre milhares de pessoas, colaboração em massa (Wikipedia)

- evolução dos sistemas de ensino e aprendizado baseados em conceitos como colaboração pacífica e sustentabilidade

- Biomimetismo

27 Dezembro 2007

Pensando (e fazendo) um mundo melhor

Anna Deavere Smith, Actor, playwright
Ashraf Ghani, Chancellor, Kabul University
Brian Greene, Physicist
Craig Venter, Genomics pioneer
Daniel Dennett, Philosopher
Daniel Gilbert, Psychologist
Danny Hillis, Inventor
David Deutsch, Physicist
Dean Kamen, Inventor
Don Norman, Cognitive scientist
Eva Vertes, Student cancer researcher
Freeman Dyson, Physicist
George Dyson, Science writer
Jay Walker, Business inventor
Jacqueline Novogratz, CEO, Acumen Fund
Jeff Bezos, CEO, Amazon
John Maeda, MIT Media Lab
Joshua Prince-Ramus, Architect
Juan Enriquez, Futurist
Larry Page, Co-founder, Google
Linda Stone, Software visionary
Nathan Myrhvold, Polymath
Ray Kurzweil, Futurist
Richard Dawkins, Biologist
Sergey Brin, Co-founder, Google
Seth Godin, Marketing guru
Sir Ken Robinson, Creativity expert
Stefan Sagmeister, Designer
Steve Jurvetson, Venture capitalist
Steven Pinker, Evolutionary psychologist
Stewart Brand, Visionary
Sunny Bates, Connector extraordinaire
Tierney Thys, Marine biologist
Wade Davis, Anthropologist
William McDonough, Architect

todos eles reunidos em um lugar www.ted.com...

20 Dezembro 2007

Hey Ya com Snoopy e Cia.

Quem sabe faz ao vivo

E quem sabe muito toca junto com mais três caras tão infernais quanto :D

Os 4 utilizam o Hammond B3 a lenda! Um dos órgãos mais marcantes da estória.

Many Eyes

Se duas cabeças pensam melhor do que uma, 1000 olhos enxergam mais do que 2 :)

É nessa levada que o Many Eyes se mostra algo interessante: uma ferramenta para demonstrar dados, informações de forma visual, explorando o que os cientistas chamam de inteligência visual.

Tá cheio de coisas que não funcionam mais. Vou ainda testar. Existe uma opção para embedar a parada em sites.

Autenticidade: será ?


Será que as pessoas preferem viver em um mundo de ilusões e Auto-Engano ou estão a busca da autenticidade?

Tenho minhas dúvidas. James Gilmore e Joseph Pine, autores da Econômia da Experiência (1999) acabam de lançar o livro Authenticity - What Consumers Really Want colocando um pouco de lenha nessa fogueira.

Segundo a dupla, os consumidores após se intoxicarem com o mundo "disneyworld" do marketing/propaganda/branding/etc agora procuram experiências reais, por mensagens que realmente vendam aquilo que entregam, ou seja, menos blablabla e mais realidade.

Concordo que os mercados realmente estão ficando mais dispertos, mas penso que ainda estamos em um tempo onde Mickey convive lado-a-lado com Neo(Matrix). Os consumidores em si, muitos ainda interpretam seus desejos e aspirações como algo real, que vem de si mesmo, quando na verdade continuam seduzidos pelas mensagens que os bombardeiam. Buscar algo "real", baseado em um desejo "fantasioso" que é plantado em seu cérebro, parece-me algo paradoxal.
Nessa passagem de "fantasia" para "autenticidade" ainda acho que as duas se confundem e vira tudo um Auto-Engano 2.0.

Ah... o livro já está no Brasil também: Autenticidade.

19 Dezembro 2007

Música é pra quem sabe...

Mesmo com o piano desafinado o cara destrói

Wiimote + Moog Little Phaty

Saca que o maluco controla um dos botões do Moog dele, um oscilador que dá uma certa distorcida no solo (repare na luz mexendo). A música foi sequenciada e está sendo tocada automaticamente via conexão MIDI, Mac --- Moog.

18 Dezembro 2007

Google, Squidoo e Wikipedia

Knol iniciativa do Google parecida com o Squidoo e meio no jeitão da Wikipedia também, apesar de não ser uma enciclopédia e sim um lugar para compartilhar conhecimento.

17 Dezembro 2007

Investimetria e Statisticaltrading

Dois blogs interessantes para quem quer ir além, ou talvez jogar fora, tudo que aprendeu sobre análise técnica, fundamentalista e outros artifícios para analisar o mercado financeiro.

O foco nesses blogs é a análise quantitativa, a única que eu particularmente ainda acredito.

Statistical Trading
http://statisticaltrading.blogspot.com
Informações sobre o desenvolvimento de sistemas de operações mecanizados (trade systems) e análise quantitativa.

Investimetria Blog
http://www.atrattore.com/blog/
Blog mantido por Fernando Botti com artigos bastante interessantes sobre mercado financeiro, teoria do caos, fractais, trade systems, análise quantitativa entre outros.

Nascido em um dia azul

No final de semana, viajando até minha cidade, tive tempo e quietude suficiente para ler um livro inteiro. Nascido em um dia azul foi o escolhido. Havia lido a aba dele em uma livraria e resolvi comprá-lo. O assunto me interessou bastante: a trajetória de vida de um rapaz com sindrome de Savant e Autismo de alto nível funcional.

Pessoas com esse perfil, costumam ter dons especiais para números, música, desenho, línguas, etc. No caso de Daniel Tammet, o escritor, sua habilidade era a de representar quase tudo por números + formas + cores em sua mente. Uma forma de sinestesia até então pouco conhecida pela ciência. Isso lhe dava a facilidade para cálculos matemáticos, decorar listas e fatos históricos, aprender novas línguas em curto espaço de tempo (um semana).

Recomendo a leitura. Muito mais do que os complexos cálculos e memorizações que Daniel é capaz de fazer, é interessante como ele se adaptou e se tornou uma pessoa capaz de viver socialmente. Para pessoas como ele, a capacidade de "sentir" e se relacionar é o maior desafio. Será que só para ele?

No site da CBS existe alguns vídeos do programa que o canal gravou com ele Brain Man aonde ele visitou um outro savant que deu origem ao filme Rain Man (1988) e aprendeu Islandês em menos de uma semana.

11 Dezembro 2007

Tradução Coletiva

No novo mundo Wiki, tudo vira colaboração (e será que um dia vamos substituir a abominável competição predatória?). Agora o lance é tirar aquelas 5 minutuinhos que você tá coçando o saco e traduzir umas 2 ou 3 frases de um livro. Daqui a pouco mais umas 359.000 se juntam e traduzem tudo pra todas as línguas.

Esse é o esquemão do Traduwiki.

Cluetrain manifesto está na fila :)

Binaural Beat Brain Wave Experimenter's Lab

Sons que penetram nossa mente e nos levam para estados diversos: fome, raiva, paz, sono, conencetração, etc.

Acredita nisso?

SBagen é uma implementação dessa teoria em que certas ondas sonoras são captadas por nosso cérebro e produzem reações de nosso organismo.

Testarei :)

Dance trance dance

http://ywdp.blogspot.com/

Converta seu blog em PDF

Que tal um botãozinho desses em seu blog que possibilite os visitantes converterem em PDF seus posts?



Essa é a proposta do Web2PDF que oferece um widget free para ser utilizado em blogs.

10 Dezembro 2007

Laços

Filme brasileiro que ganhou o 1o lugar no concurso Project Direct promovido por YouTube e HP.

Muito bom!



2o lugar - Gone in a flash. Que tal matar o cachorro do vizinho? :D



3o lugar - My name is lisa. Comovente...

Testando o Wiinstrument

Encontrei um tempo atrás essa gracinha e postei por aqui. Seguindo o passo da ursaiada e resolvi testá-lo.

Comprei um dongle (nomezinho estranho esse) USB para conectar com qualquer tipo de equipamento compatível com bluetooth. Liguei a parada, instalei o Bluesoleil conforme esse tutorialzim e enfim depois de algumas tentativas consegui o tão sonhada façanha de usar o Wiimote para tocar no notebook.

Tirando a empolgação de instalar as paradas e ver tudo funcionando, o resultado foi decepcionante. Uma merda pra ser mais claro. Existe alguns poréns ainda.

1) Placas de áudio comuns tem bastante latência. Isso significa que elas demoram para transformar os sinais MIDI em ondas de áudio (wave) que escutamos.

2) Pensando nessa latência eu usei um programinha ASIO For All que permite emular um driver ASIO (driver que é utilizado por placas de baixa latência) mesmo em placas vagabundas como a de meu notebook. Novamente bastante latência.

3) Comecei a pensar que o problema está no próprio Wiinstrument. Ele sobrecarrega a memória assim que é executado. Com 512 + 128 (preguiça de fazer a conta) de memória, em um Pentium IV 3.0 GHz a parada ficou bem lenta.

Na real penso que o problema está no Wiinstrument e na forma como ele está "renderizando" os movimentos feitos com o Wiimote.






07 Dezembro 2007

Hospitais utilizam Wii

Wii é usado em programas de fisioterapia

Franklin Perry costumava passar horas realizando façanhas em videogames com seus polegares. Mas ultimamente ele vem usando o Nintendo Wii, e o resto de seu corpo, para voltar a ganhar força depois de um derrame.

Perry, 51, que sofreu um derrame cerca de três semanas atrás, está trabalhando duro para retomar os movimentos dos músculos do lado direito de seu corpo no Dodd Hall Rehabilitation Hospital, parte do Ohio State University Medical Center, nos Estados Unidos.

"Estou começando a realizar alguns movimentos de novo", disse Perry, que antes de se internar
no centro costumava usar um PlayStation 2, da Sony, ou máquinas de fliperama instaladas em shopping centers.

Mais > Plantão Info

06 Dezembro 2007

Perguntas intrigantes

"Se Deus criou todo o universo, quem criou Deus?
E antes da criação o que havia?"

Esse foi um bate-papo com um amigo durante o almoço. Ele me falava sobre ser ateu e sua visão das religiões: manipuladoras de cérebros humanos para que o sistema continue funcionando.

Tenho uma concepção diferente de Deus e isso já foi até motivo de discussão com minha mãe que é envagélica. Eu dizia que minha visão de Deus é parecida com o Budismo: uma energia, algo que está em tudo, em todos, o poder da criação.

E falando em poder de criação todos nós o temos. E se Deus está em todos nós, nós somos parte dessa energia. Aí que surgiu a discussão com minha mãe. Ela dizia "não somos Deus". Sim também acho no sentido "egóico" da coisa não somos mesmo. Mas a energia está por todo o lado e dentro de todos. Dentro do rico, do pobre, do bom, do mau. O livre pensar e agir é que faz com que essa energia seja utilizada para construir ou destruir, melhorar ou piorar o mundo.

As religiões tentam se aproximar dessa energia e da sabedoria que ela emana. Nem todas conseguem. Algumas tem funções bem restritas. Muitas delas só trabalham os aspectos emocionais e a devoção das pessoas. Poucas trabalham aspectos mentais e o caminho para a verdadeira união com a energia que temos. Enfim "cada um tem sua missão na sociedade" como dizia um amigo meu. Analogamente, cada religião tem sua missão. E cada um com seu cada um.

05 Dezembro 2007

10 Ferramentas para Professores Inovadores

O Top Education Degrees fez uma seleção de ferramentas que podem ser utilizadas por professores em sala de aula.

Tem algumas coisas interessantes e outras que ainda não foram citadas como os Wikis por exemplo. Fica o link. Em breve farei uma seleção cola[bee] de ferramentas que eu considero interessante para os pequenos.

Leitura Dinâmica 2.0


Nunca acreditei nesses cursinhos de leitura dinâmica. Agora a Web 2.0 parece que deu um jeito nisso.

É possível pegar um texto e colar na ferramenta. Apertando play as palavras vão sendo exibidas uma a uma em tamanho bem grande. Experimente é interessante.

http://www.zapreader.com/

RSS via e-mail


Para quem quer ler RSS por e-mail essa é uma boa opção.

O FeedBurner já faz isso contanto que o proprietário do blog disponibilize esse recurso.

The Million Dollar Wiki

O The Million Dollar Wiki é um wiki onde cada página pode ter um dono. Tipo de um banco imobiliário de páginas web. O business plan é simples:

  • Cada pessoa pode ser dona de uma página do Wiki, como se pudesse ser dona de um Verbete da Wikipedia. Exemplo: eu posso querer comprar o verbete Data Warehouse.
  • O custo é de $ 100 dólares.
  • O dono da página pode revendê-la para outra pessoa.
  • Cada dono é proprietário da página por toda a vida ou até que venda para outra pessoa.
O interessante é que o site todo está a venda também no Sitepoint. Na descrição do leilão existe informações mais detalhadas do site. Segundo o dono ele já faturou $ 100.000 com o emprendimento.

Alguns blogs estão achando que pode ser mais um hype do próprio site para se auto-promover e gerar burburinho por ai. Grahan Langdon, fundador do The Million Dollar Wiki, tem um outro emprendimento curioso chamado EntreCard uma espécie de business card que pode ser trocado entre blogueiros. Cada troca gera um crédito que pode ser utilizado para cross-marketing entre os blogs.

Em tempo: Se estiver procurando por algo mais barato tem o One Euro Wiki. Cada página sai por $ 1 euro.

Via http://www.mixedmarketarts.com/

Factotum: Bukowski para adultos


Assisti ontem o filme Factotum. Ele narra a estória de Hank Chinaski, o mesmo personagem ficcional (ou autobiográfico?) utilizado por Bukowski no livro Misto Quente. Esse livro chegou a minha mão através de uma amigo em um dia que estávamos na praia de Ipanema. Eu como não pego sol nem entro na água, fiquei embaixo do guarda-sol (ou barraca como chamam no Rio) lendo. Era uma gargalhada a cada 2 ou 3 parágrafos.

No livro Misto Quente, o personagem Chinaski, em primeira pessoa, vai contando seus momentos na infância como se fosse um diário. A visão de uma criança de 9 ou 10 anos falando sobre a depressão, brigas na escola, pais malucos, descoberta do sexo e do amor, entre outros. Vale a pena fazer o download (formato DOC) e dar uma lida, principalmente naquelas horas tristes. A gargalhada com certeza irá surgir.

Quanto ao filme gostei apesar de curto (90 minutos aproximadamente). Matt Dillon impressiona pela interpretação. Na imagem acima a prostituta, naquele momento mulher dele, reclama de estar com os pés doendo por causa do salto alto e uma longa caminhada para receberem o cheque por um dia de trabalho que ele havia feito (depois foi despedido). Ela então para em um lugar, senta, tira os sapatos, cruza os braços e fica emburrada. Chinaski tira seus sapatos e calça nela; pega os sapatos dela e os segura (mão direita); dá o braço para ela e seguem andando pela cidade; ela com seus sapatos, ele de meia. Chinaski faz isso tudo sem mudar nenhum traço de sua expressão facial. Realmente perfeito.
Chinaski fala pouco, impressiona pelo olhar e postura. Seu intuito era ser escritor. Escreve horas a fio e consegue sub-empregos para manter seus vícios: fumo e bebidas. Chega a se transformar em apostador de cavalos mas depois de um sucesso inicial, também fracassa, como em todos os seus empregos. Vive mendigando trabalho e por bares bebendo e conhecendo prostitutas com quem vai morar junto. Uma vida bem boca do lixo, mas ao final do filme uma reflexão sobre a arte de "buscar o que se quer para sua vida", que transcrevo abaixo (não leia se preferir ver o filme).

Se for tentar, vá até o fim.
Caso contrário, nem comece.


Isto pode significar perder garotas...
esposas, parentes, empregose talvez, sua mente.
Pode significar ficar 3
ou 4 dias sem comer.
Congelar num banco de um parque.
Pode significar cadeia.
Pode significar menosprezo.
Pode significar zombaria, isolamento.

"Isolation is the gift" (isolamento é a dádiva)
Todo o resto é um teste de sua persistência...
do tamanho de sua vontade.

E você fará.
Apesar da rejeição
e das piores probabilidades...
E será melhor do que qualquer coisa que
possa imaginar.

E se você for tentar...vá até o fim.

Não há sensação como essa
Vc estará a sós com os deuses
E as noites resplandecerão o fogo
vc encaminhará a vida para o sorriso perfeito

É a única boa luta que existe.

03 Dezembro 2007

RE-POST: A TV ficou velha


Em 1 de abril de 2003 em pleno dia da mentira escrevi isso ai no meu velho blog.

* * *
Será que é por acaso que a Globo está mal das pernas, juntamente com Globo Cabo, RedeTV, Record e outras?

Creio que não. O modelo que se baseia a televisão está falido. O marketing de massa trará efeitos para algumas poucas categorias de produtos, modelo que pode se tornar insustentável quando um ministro da saúde qualquer proibir bebidas alcólicas nos comerciais por exemplo. Assista alguns poucos minutos de TV e verá que não estou falando bobagem: Kaiser, Skol, Antarctica, Schincariol, Brahma dominam grande parte dos espaços publicitários.

Outro fator crucial para a derrocada da TV é sua característica não interativa, própria do meio, e as constantes ofensas à inteligência dos receptores, ou o que eles chamam de audiência. BigBrother é um exemplo claro disso. Os mercados estão ficando mais inteligentes e a TV ainda não percebeu isso. Continua querendo pasteurizar as programações e achar que os comportamentos podem ser massificados.

"A transmissão televisiava é exemplo de um veículo no qual toda a inteligência encontra-se no ponto de origem. O transmissor determina tudo o receptor apenas recebe o que é enviado. Na verdade em termos de volume por centímetros cúbicos, seu aparelho de televisão atual é, talvez, o utensílio mais idiota que você tem em casa (e não estou falando nem da programação". (Nicolas Negroponte em Vida Digital)

A TV só não vai acabar pois existe toda uma indústria que depende dela como por exemplo as agências de propaganda. Ganhar 20% do valor de cada comercial veiculado é uma grana e tanto. Pergunta quanto a agência das Casas Bahia ganha pra não fazer quase nada, apenas intermediar a contratação de uma peça na TV. Milhares de reais ao ano. Além de tudo ainda costumam pagar mal seus funcionários e conceder as honras àqueles que tem como título: DIRETOR DE ARTE, DIRETOR DE PROPAGANDA... É mais uma das indústrias que facilitam a concentração de recursos na mão de poucos. Isso não vai acabar, mas irá mudar e muito. Os mercados estão cada vez mais exigentes e as indústria vêem suas margens cada vez menores. As verbas de publicidade e propaganda estão sendo cortadas.

Isso poderia parecer até ruim para quem trabalha com publicidade, mas não é. Teremos o surgimento de agências pequenas e mais inteligentes, trabalhando às vezes para 1 ou 2 clientes apenas, especialista naquele nicho em que atuam. Isso com certeza irá gerar mais empregos e atividades em contraste com as grandes companhias que empregam poucos pois concentram poder e dinheiro na mão de poucos também.

A TV por sua vez vai ter que se reestruturar. A mudança será forçada por um fenômeno que está acontecendo nas bases, isto é, de baixo para cima: a fragmentação. Uma vez que os mercados estão fragmentados é uma imbecilidade pagar por um comercial que é veiculado para 30 milhões de pessoas. Não acredito mais em canais que transmitam tudo como portais de Internet, mas micro-canais que tenham conteúdos específicos e trabalhem com os micro-mercados.

A TV continuará transmitindo, mas o controle... ahhhh este está literalmente nas nossas mãos. Qualquer vacilo é ZAPING... ou SHUTDOWN... ops... OFF. :)

02 Dezembro 2007

Quando o virtual é melhor do que o real

Em um mundo de relações pessoais cada vez mais virtualizadas pelas tecnologias (celular, Internet, video-games, Second Life, etc) o real e o virtual se misturam e na realidade tudo, mesmo que mediado por algum tipo de tecnologia, faz parte da realidade humana.

Bom isso é uma discussão filosófica que daria uns 300 mil posts... talvez eu os faça mas o ponto é: a "mediação tecnlógica digital" tornou-se o "default/padrão" de grande parte das relações humanas. As pessoas cada vez mais utilizam (e preferem??) um chat, um Second Life, um IM qualquer, ao invés de um papo offline, cara-a-cara.

O "virtual" com isso, vai se tornando mais "autêntico" do que o "real". Ou traduzindo, o online / digital, parece dispertar mais confiança e gosto nas pessoas, do que o offline / analógico.

Mas será que isso é um fenômeno social humano apenas?

Estou lendo um livro nesse momento chamado Auto-Engano, Eduardo Giannetti. No capítulo inicial o autor fala sobre a arte de enganar, tendo como foco a natureza. Entre alguns exemplos ele cita as orquídeas. Essas plantas produzem um odor parecido com as fêmeas de certos insetos para atraí-los e então obter a polinização. Abaixo um trecho do livro.


(...) O que é espantoso , contudo, é o grau de requinte e sofisticação que certas orquídeas chegaram na simulação dos apelos de determinadas fêmeas de insetos. Para as abelhas do gênero Andrena , por exemplo, o charme e o encanto das flores da Opbrys litea superam os atrativos da fêmea real. Diante da opção concreta entre uma e outra, a maioria dos machos revela que prefere embarcar no sexo ilusório e radiante da peseudocópula. A cópia excede o original. Propaganda enganosa?
Outro dia o pessoal da Colmeia.TV comentou no webcasting sobre o sucesso do Wii. Apesar de alguns jogos os gráficos não serem reais, como os demais consoles defendem (PlayStation, X-BOX), o Wii cumpre muito bem seu papel como game interativo, principalmente devido ao controle sem fio que dá um toque de interação ao jogo que nenhum outro console conseguiu. O importante então não seria "emular" corretamente a realidade, tornando os video-games simuladores perfeitos da vida real, e sim, permitir experiências mais imersivas de interatividade com o jogo, e realidades totalmente paralelas.

Assim como a abelha que escolhe a flor ao invés da própria fêmea para copular, devido a experiência proporcionada, nós também acabamos escolhendo aquilo que nos dá uma experiência melhor do que aquelas que estamos acostumados, mesmo que seja uma "virtualização" do que já conhecemos.

Inteligência de enxame (swarm intelligence) - Além dos feromônios

No passado quando tive um blog chamado Charlie Brown Blog, postei algumas coisas sobre o assunto.

Ainda sou fissurado nisso. Li e leio coisas sobre formigas, abelhas, bactérias etc. O ponto de interesse é: como seres aparentemente "burros" quando em grupos, conseguem de alguma forma resolver problemas complicados.

No exemplo das formigas, a logística para conduzir o grupo, os estoques de comida e a sobrevivência em meios ostis, é um grande exemplo de como esses insetos conseguem se organizar coletivamente.

Mas na "swarm intelligence" também é possível encontrar o contrário: a burrice. Hoje tive um nítido exemplo disso em casa. Adocei um chá com mel e ao final, deixei a tampa na pia e o mel destampado. Horas depois quando fui colocar tudo no lugar, observei duas coisas:

(1) as formigas tentaram fazer algo com o mel que havia na tampa. Morreram todas afogadas.

(2) as formigas entraram também no pote de mel. Também morreram todas que ali tentaram.

E aonde elas erraram?

O sistema de localização e condução das formigas consiste em odores que elas vão deixando por onde passam, os chamados "feromônios". As desbravadoras vão deixando esses feromônios por onde passam. As formigas que vem em seguida os seguem e deixam os seus também. Esse reforço nos odores, faz com que as demais acabem fazendo o melhor caminho. No caso do mel, porém, o feromônio possivelmente acabou se perdendo e/ou se misturando ao próprio mel, dificultando a localização das demais formigas.

Eu não sei precisar quantas morreram mas foram várias. Agora deve existir algo além os feromônios pois, do contrário, o meu mel teria virado um depósito de formigas e elas estariam morrendo até agora.

A inteligência de enxame pode ser utilizada para problemas humanos também, principalmente na área de logística. Mais uma forma de Biomimetismo interessante .

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